Casamento é o único trabalho de audiovisual em que não existe segunda tomada. Se o áudio dos votos falhou, não há correção de cor, trilha ou montagem que resolva — e é a parte do filme que o casal vai reassistir por anos.
Um microfone é nenhum microfone
A regra é simples: toda fonte de som importante precisa de duas capturas independentes. Lapela no noivo e gravador no púlpito. Lapela no celebrante e câmera com direcional. Se uma falhar — bateria, interferência, cabo mal encaixado, roupa roçando —, a outra salva a cena.
- Teste cada lapela com a roupa vestida, não na mão. Tecido de terno faz ruído que só aparece depois.
- Grave um trecho de teste e ouça no fone. Ver o medidor mexer não é ouvir.
- Leve pilhas novas e troque antes da cerimônia, não quando acabar.
- Grave trinta segundos de ambiente em cada locação — resolve emenda na edição.
A festa é outro problema
Na festa o som já está resolvido por outra pessoa: a mesa do DJ ou da banda. Chegue cedo, apresente-se ao operador e peça uma saída direta. Um cabo puxado da mesa entrega discurso limpo e música sem a distorção que o microfone da câmera captura a três metros da caixa.
Quem chega na hora do discurso pedindo saída de som ouve não. Quem chegou às cinco da tarde e se apresentou, ouve sim.